quarta-feira, 29 de outubro de 2008

            Superliga estréia com hegemonia sendo mantida

Rio de Janeiro e Osasco vencem, enquanto o São Caetano é surpreendido pelo Brusque

A maior competição do vôlei nacional começou com uma grande surpresa. O São Caetano, que repatriou as campeãs olímpicas Fofão, Mari e Sheilla, perdeu em casa para o Brusque por 3 X 1. No entanto, as duas equipes que protagonizaram a competição nos últimos anos começaram a Superliga 08/09 com vitória. O Rio de Janeiro superou o estreante Pomedore e o Osasco venceu o Praia Clube, ambos por 3 X 0.

O jogo no interior paulista começou equilibrado, com as duas equipes de revezando na dianteira do placar. O trio de ouro olímpico parecia que realmente iria impor seu jogo, mas do outro lado da quadra tinha outra jogadora medalhista em Jogos Olímpicos. Elisângela, bronze em Sidney-2000, liderou a equipe catarinense e foi a maior pontuadora da partida. Se de um lado tinham os potentes ataques de Mari e Sheilla, do outro tinham as eficientes defesas de Marcelinha e Joyce. Depois de vencer o 1 set por 25 X 23, porém, o Brusque sedeu e viu o São Caetano dar um passeio na segunda parcial, vencida por 25 X 14.

O 3 set voltou a ser equilibrado, mas seguidos erros de recepção fez Mari se desestabilizar e passar a errar, também, no ataque. Com isso, o Brusque aproveitou, fechando em 25 X 23. No 4 set, o São Caetano voltou disposto a levar o jogo para o tie-break, mas dessa vez foi Sheilla quem estava mal. Sem um de seus pilares, a equipe viu o Brusque crescer novamente e fechar a partida com 26 X 24.

Na segunda rodada da competição, o Brusque enfrenta o Pinheiros, enquanto o São Caetano recebe o Pomerode. O Rio de Janeiro enfrenta o Mackezie, em Belo Horizonte, enquanto o Osaco joga contra o Sport de Recife, no ginásio José Liberatti no próximo sábado, às 11h, com transmissão ao vivo so Sportv.

E a Superliga vai começar!


Depois de um ano muito feliz com as nossas seleções, que conquistaram ouro e prata nos Jogos Olímpicos de Pequim, vai começar a nossa Superliga. Devido aos esforços da CBV, vários selecionáveis voltaram ao país, o que só faz aumentar o nível da nossa competição nacional. A presença de diversos campeões olímpicos em ação também pode contribuir para o aumento de público, tanto nos ginásios quanto assistindo pela TV.

No lado feminino, o São Caetano promete bater de frente com Osasco e Rio de Janeiro, que protagonizaram a Superliga nos últimos anos. Ao contratar o trio Fofão, Mari e Sheilla, o time do interior paulista é grande favorito ao título. O time vermelho, comandado por Luizomar Moura, se estruturou para ser campeão depois de três vice-campeonatos consecutivos: Thaísa e Sassá se juntam a Paula Pequeno, Carol Albuquerque e Cia e formam, sem dúvida, uma equipe fortíssima. Vale lembrar que nos últimos anos o Osasco também montou times muito fortes, cheio de estrelas, mas que no final deixou a desejar nos três últimos anos. E não podemos descartar o Rio de Janeiro, único pentacampeão nacional. Mesmo perdendo importantes peças do elenco e tendo como reforços Carol Gattaz, Joycinha e Érika, cortadas dos Jogos de Pequim, o time continua tendo a equipe Bernardinho no comando, o que pode fazer diferença.


A competição masculina parece ser mais equilibrada, com medalhistas olímpicos divididos em mais equipes. Joinville, São Bernardo, Minas, Florianópolis e Caxias do Sul têm chances reais de serem campeões. O Joinville repatriou o levantador Marcelinho, São Bernardo trouxe o líbero Serginho de volta. Minas trouxe a dupla de Andrés, o Heller e o Nascimento. Florianópolis continua com Bruninho, eleito melhor levantador das últimas três Superligas. E o Caxias do Sul conta com o ponteiro/oposto Samuel.


Em relação às novas regras da FIVB, concordo com a permissão de se invadir por baixo desde que não atrapalhe a jogada, já que no vôlei de praia já é assim, e pode fazer com que haja interrupções desnecessárias do jogo. A regra de se permitir o toque na parte inferior da rede pode render alguns problemas. A interpretação do juiz tende a ser muito subjetiva, o que pode causar muitas reclamações. É esperar para ver!

As cartas estão na mesa, ou melhor, os jogadores em quadra ... então agora é curtir o espetáculo e aproveitar essa que promete ser a melhor Superliga de todos os tempos. Em abril, conheceremos os campeões!